segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Politica Estética.

Se há no homem uma necessidade de se unir a grupos onde se tenha a mesma ideologia ou apenas que haja uma natural ligação de aparências, por que seria diferente com a política? E se esta se faz diferente qual o motivo deste? O que quero dizer é enquanto seres pensantes cabe-nos tomar decisões e enquanto seres sociáveis cabe a nós concluir o que melhor for definido.

No ano 1989 cerca de 86% da população possui televisão. E sendo esta o meio mais amplo de comunicação e transferência de informação tem lá a sua participação. As eleições passaram logo a se apoderar desse meio. Cabe destacar no mesmo ano a incrível batalha de argumentos entre Collor e Lula na qual aquele saiu vencedor. Ou seja, grande parte da população teve o privilegio, ou não, de assisti-lo. Sem querer apontar o dedo e sendo o menos idiossincrático possível, acredito que tenha acontecido uma influencia de poderes pela mídia, o que ficou altamente claro e nítido, mesmo sendo eu, alguém ausente ao fato.

Sendo o nosso sistema lépido, parece-nos ágil e produtivo, mas justamente por ser lépido, deixa a apreensão de se somos ou não, capazes de tê-lo sobre controle. Há na mídia o direito de liberdade, mas para poder ter acesso a ela necessita de que tenha dinheiro, ou seja, temos uma liberdade de expressão censitária. O que ainda mais transforma a política numa forma de encaixotar ideias para a venda... Acaba que o povo não tem direito de divulgar resposta.

Mas voltando á influencia da mídia, é impossível que essa se torne imparcial, e fique em cima do muro, até por que os agentes midiáticos possuem suas próprias visões e opiniões. Bom seria se esta ou aquela opinião tivesse um alicerce em cada imprensa, formaria algo mais democrático. Porem isso é totalmente absurdo, se vermos que a nossa liberdade é censitária, e essa ou aquela opinião “menor” será esmagada, sem nenhuma igualdade. Viso de exemplo, os debates, onde uma emissora divulga a discussão, tornando o acesso das outras invalido, se tornando parcial... Não seria a solução que o fosse dever do estado promover discussões eleitorais de acesso para todas as emissoras? Não. Até porque o governo não é parcial.

Sendo de minha responsabilidade falar da propaganda, falarei.
Não vejo nesse sistema democrático, raiz suficiente para se estabelecer uma população capaz e diretora da própria opinião. Acaba que sendo dominada de influencias estéticas, se vendem as melhores propagandas, e não os melhores produtos. Claro, cada produto é melhor na visão de cada um, mas se não se tem uma propaganda, acaba se parecendo algo de má qualidade, mesmo nunca sendo testado. Ou seja, é inevitável que haja propagandas. E isso não é valoroso. Solução, não acho, alias, ainda não sei o problema. O problema não esta na propaganda e sim, na falta de igualdade dentre as influencias dos grupos. Enquanto não houver uma conscientização política, ética e social, que atraia o povo de seu poder político, e ao governo, enquanto os eleitores forem apenas eleitores, e somente durante as eleições se fizerem cidadãos, não há como a sociedade ser livre, fraterna e igualitária.
Ao passo que a democracia amadurece, o governo se modifica, aquilo que posso citar da mídia, que vem sendo útil (Seja ou não, outra forma de marketing), são as campanhas governamentais.

Victor Anselmo Costa

6 comentários:

  1. Ainda não peguei o ponto a respeito de o nosso sistema ser lépido. Apesar de concordar que não temos controle sobre ele, o mesmo me parece tosco e ultrapassado. Incontrolável pelo atraso.

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  2. se esta ultrapassado? talvez. agora, com a minha expressão, estava me referindo ao fato de estarmos num modelo conquistado a pouco (pós ditadura).

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  3. Cadê o título original? "De que se trata do que já tratamos."

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  4. Acho que ele mudou pois não tínhamos tratado deste assunto ainda, aqui no blog.

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  5. É nescessario algumas mudanças, né, afinal, o blog está aberto a mais pessoas, apesar da falta de comentarios...

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  6. Desculpe... Necessario, tenho mania em por "sc" em "nescessario"

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