domingo, 20 de junho de 2010

A normalização do banal

Fica cada vez mais claro a "normalização do banal" pelas matérias jornalisticas. O povo assiste acredita - ou não - e sistematicamente esquece, muda de assunto "não faz diferença" torna-se comum. "Mais um fato", "olhe que horror!", "acontece todo dia..", ou mais egoísta: "não tenho nada a ver com isto, não foi comigo." Creio que está na hora de acordar para a realidade, olhar ao redor, analisar o "por trás" das notícias, ver os dois lados da moeda. O mito da "Caverna de Platão" mesmo sendo de muitos e muitos séculos atrás, mostra exatamente o que acontece. Figuras são manipuladas através de uma fogueira, enquanto quem está preso na caverna enxerga só as imagens pensando ser só aquilo que existe, que aquilo é o real. Quando o filosofo começa a questionar se é real mesmo, ele se liberta. E volta para libertar os ainda presos, que aumentam seus horizontes enxergando a luz e o real.
Questionando podemos sair da "caverna" contemporânea que nos cerca.

9 comentários:

  1. Podemos sim, é só querermos. A informação nos cerca. Claro que não são todos que tem acesso a uma mídia alternativa e possam desfrutar dessa informação, principalmente a classe baixa, onde pessoas são facilmente alienáveis.

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  2. Realmente, não são poucos que tem a oportunidade desfrutar de uma mídia alternativa, mas essas pessoas não podem se influenciar por ela, acho que aí, que as pessoas devem usar ou desenvolver seu senso crítico, para analisar o que a mídia lhes passa, e conseguir entender o que é de fato verdadeiro, ou não.

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  3. Para não perder o hábito de provocar o Eron:

    São as classes baixas que são facilmente alienáveis?
    Questão: se eu sou de classe média e meus pais garantirão meu futuro, por que vou querer mudar a situação? Tudo a minha volta é favorável, por que questionar?
    Ter acesso à informações não garante a fuga da caverna. O que é pior ainda: uma elite alienada é muito perigosa.
    As classes baixas, por outro lado, tendo filósofos que os levem à luz, podem ter um potencial muito maior.
    Aí entra a necessidade da classe média não ser alienada.

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  4. Então Cleyton, pela necessidade das classes baixas de terem uma luz, elas são facilmente alienadas por qualquer um que saiba manipular palavras e pessoas.

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  5. Mas as classes médias não são facilmente manipuladas?
    Ver movimentos nazi-fascistas...
    Não é o poder econômico que define o grau de politização.

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  6. Em nenhum momento eu falei que o poder econômico define o grau de politização, e sim o acesso a uma mídia alternativa. Já no nazi-fascismo, a situação estava crítica para ambos os adeptos e qualquer lunático que chagasse com uma solução, tomaria o poder e seria idolatrado, o que realmente aconteceu.

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  7. O problema não é a questão sobre o acesso a informação alternativa, a questão foi dizer que classes baixas são facilmente alienáveis.
    É que isso se torna muito perigoso. Para você ter uma ideia, esse discurso foi usado no contexto do nazismo - que está longe de ser um movimento organizado por lunáticos.
    Quanto à informação, a ideia é: ter acesso à mídia alternativa e não utilizá-la, se torna mais perigoso do que não ter, já que quem a tem é geralmente chamado de "opinião pública".

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  8. Concordo Cleyton, concordo do que ter a informação e não usa-lá poder ser pior do que nao ter.

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  9. É uma pena a gente olhar em volta e muitas vezes ver tanta coisa no ar, acontecendo e tanta gente com potencial que só olha para o chão.

    Mas parece que em tempos difíceis, a esperança tende a se materializar e ganhar forma. Hoje ela tem a cara de estudantes do primeiro ano.

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