sexta-feira, 18 de junho de 2010

A imposição da cultura Norte Americana

Em tempos de globalização onde predomina-se o rompimento das fronteiras, as fusões culturais e as regressões históricas, a homogeneidade instala-se, criando seres padrões, reflexos de uma cultura alienante, decadente, egoísta e individualista, descrita no texto abaixo de forma clara como americanomorfa. É tempo de regressão. Lutares contra, com todas as nossas forças!


Entrámos na era da "cultura mundial de massas", na qual Arnold Gehlen visa a aparição de um "novo primitivismo". Esta cultura planetária, ocidental e "americanomorfa", pode ser dividida esquematicamente em três grandes sectores normalizados: a"cultura de massas" propriamente dita, que produz o E.T. ou a música eletrônica e cuja gênesis foi colocada em manifesto por Theodor Adorno; "a cultura elitista", frequentemente abstrusa e abstracta, totalmente universalista e cuja função é social e discriminatória: substituir as divisões etno-geográficas por uma estratificação vertical entre "gentes cultivadas" e o "grande público", à escala de toda a civilização ocidental; e por último umacultura "de museu" que codifica a tradição, racionaliza a memória colectiva e gere o passado, com o objectivo de transformar cada cultura nacional num stock folclórico inofensivo que participe no "património da humanidade". Nos três casos, é a noção de cultura vivente e específica que desaparece, e com ela a possibilidade de dar uma expressão histórica a uma forma cultural. A cultura mundial de massas caracteriza-se por duas particularidades principais que impedem praticamente todo o povo que participa nelas realizar uma política cultural nacional: o economicismo (ou a "economização da cultura") e o cosmopolitismo.

Guillaume Faye

8 comentários:

  1. O que esperar de um mundo "homogeneizado"? Onde uma cultura é considerada "superior" ou mais "influente" que as outras?
    Este triste fato ocorrente desde o "American way of life", me lembra muito a colonização das americas,- central e sul - onde era imposta uma nova cultura, por não etender outra, e acabar com ela. Toda essa semelhança se remete a mesma temática: dinheiro, sistema econômico. Exploraram no passado, nos exploram agora. Somos submetidos como os índios, a esse sistema explorador, que nos transforma em códigos de barras, produtos deploráveis, descartáveis. Estamos impregnados nesse sistema, fazemos parte dele, consumimos - não há como não consumir - vivemos no sistema, fazemos parte dele. O que não nos impede de não aceitar essa situação. Podemos lutar para humanizar o mundo, socializar o mundo. Ou pelo menos tentar. Diferentemente dos índios, temos escolhas que podem ser feitas a nosso favor.

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  2. "Diferentemente dos índios, temos escolhas que podem ser feitas a nosso favor."

    gostei disso.
    Principalmente porque quando as caravelas chegam, nós sabemos exatamente o que são e o que não são. E com certeza não são deuses...
    Mas também não dá pra demonizar. Eles sobrevivem de acordo com as suas crenças (que seja o "american way" que a Dani citou), o problema é quando nós abrimos mão de defender as nossas - aliás, quais são mesmo as nossas crenças?

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  3. "Quais são mesmo as nossas crenças?" tanto tempo vivendo uma cultura imposta, assistindo ela dominar tudo e todos ao redor sem poder - ou querer - fazer nada, que não sabemmos mais quais nossas crenças.

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  4. "Quais são mesmo as nossas crenças?"
    Não sabemos ao certo, já que desde o período colonial tem alguem impondo sua cultura sobre nosso povo. Sejam os Portugueses ou Estadunidenses.

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  5. Bom, não sei por que, mas o Brasil tem o poder de fazer o povo esquecer o passado, mesmo este sendo tão proximo, cadê aquele rock pesado censurado dos anos oitenta, ou aquele velho samba que corre nas veias do país? Quem nunca ouviu aquelas incríveis bandas, Legião Urbana, Ultraje a Rigor, ou aqueles grandes cantores, Raul, Caetano, Jorge Bem, Chico Buarque, sem se dar conta do peso historico que eles tem? Por que não resgatamos as nossas culturas musicais ao invés de todos os dias ouvir musicas Estadunidenses ou Europeias?

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  6. Cadê o samba raíz? O verdadeiro samba! Cadê o rock de verdade? O rock nacional com letras políticas revolucionárias! Não cópias de bandas nórticas ou coisas multi-fluorescentes. O Brasil quem faz somos nós. A mudança só está em nossas mãos. Se queremos a brasilidade de volta, temos que trazer ela. Porém, não é de uma hora para outra que vamos cortar as raízes da alienação impregnadas em nossas mentes..comecemos aos poucos!

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  7. A nossa cultura foi gerada a partir da imposição portuguesa e a cultura indigena, natural e original daqui, da africana trazida para cá e dos imigrantes que vieram trabalhar aqui depois da abolição: miscigenação. Essa é a beleza admirada de nossa sociedade!É se tornou muito interessante! Mas e se a nossa cultura for a americana pra sempre assim como foi no passado?

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  8. Não que a miscigenação fosse uma coisa ruim, pelo contrário. Depois de formada ela foi reconhecida como identidade cultural, como diferença e beleza. O seu processo não digo que foi tão "bonito" quanto o resultado. São coisas diferentes, porém há semelhanças. Trocou várias culturas índigenas originárias daqui, por culturas diferentes que nunca mais foram as mesmas por fundirem uma nas outras. E essa nossa cultura de agora miscigenada com a imposição estadunidense, há raízes que possamos buscar? Ou já se misturou e mudou tudo? Pode parecer meio louco, mas talvés exista alguma relação..

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